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Médio e Alto Padrão Vendeu 24,8% Menos no 2º Trimestre: o Que Isso Pede do Stand

Os números mais recentes da Abrainc-Fipe, com dados até junho de 2026, mostram um mercado imobiliário dividido em dois. O Minha Casa Minha Vida segue andando. O médio e alto padrão, não.

Para quem incorpora nesse segmento, a leitura vai além de "o mercado está difícil". Ela diz onde a venda está travando e o que cada visita ao stand passou a valer.

O que os números mostram

No 2º trimestre de 2026, as 20 incorporadoras que compõem os indicadores venderam 7.014 unidades de médio e alto padrão (MAP). É uma queda de 24,8% em relação ao mesmo trimestre de 2025. Em valor, a retração foi de 11,9%, para R$ 5,7 bilhões. No mesmo período, as vendas do MCMV cresceram 1,7%.

Os lançamentos foram na mesma direção: 6.794 unidades de MAP lançadas no trimestre, 17,1% a menos que um ano antes. As empresas estão segurando lançamento, e a oferta de MAP caiu 22,7% em 12 meses, para 25,6 mil unidades.

Mesmo com menos produto na prateleira, o ritmo de venda não acompanhou. O VSO trimestral do MAP, que mede quanto da oferta foi vendido no período, ficou em 19,2%. São 2,9 pontos a menos que em junho de 2025, e abaixo da média de todos os segmentos (24,9%). No ritmo atual, a oferta de MAP levaria 15,6 meses para ser vendida, contra 12,1 meses no total do mercado.

E há o distrato. No trimestre, a relação entre unidades distratadas e vendidas no MAP foi de 24,3%. Grosso modo, perto de uma unidade devolvida para cada quatro vendidas.

Menos lançamentos, mais peso em cada um

Lido do lado de quem incorpora, o quadro tem uma consequência simples. Com menos lançamentos e venda mais lenta, cada empreendimento de MAP precisa render mais por visita. O comprador desse segmento compra com calma, compara com o imóvel pronto, volta ao stand com a família e ainda pode desistir depois de assinar.

O crédito caro explica boa parte disso, e nenhum material de venda muda a taxa de juros. Mas existe uma parte da decisão que depende do que o comprador consegue enxergar antes de assinar. Essa parte está nas mãos da incorporadora.

O que o stand pode fazer quando o comprador demora

Como engenheiro civil, vejo três perguntas que o comprador de médio e alto padrão faz e que a planta baixa e o render padrão respondem mal:

Responder isso na primeira visita encurta o vai e volta. E responder com o que o projeto aprovado de fato entrega diminui a chance de o comprador ter uma surpresa depois, que é uma das origens do distrato, como mostramos em venda na planta e distratos.

É esse o papel da maquete inteligente no stand, uma espécie de decorado digital de todo o prédio: o modelo navegável do empreendimento no entorno real, com a vista do andar, o sol por data e hora e cada unidade marcada no prédio. O corretor deixa de descrever e passa a mostrar.

O que observar nos próximos trimestres

Os dados de julho a setembro devem sair nas próximas semanas. Vale acompanhar três linhas: se o VSO do MAP volta a subir, se a oferta continua caindo e se a relação entre distratos e vendas recua.

Em um mercado mais lento, quem lança menos precisa converter melhor. A vantagem fica com quem aproveita a visita que já tem.

Médio e alto padrão Abrainc-Fipe VSO Distratos Maquete inteligente

Fontes

Fonte: Abrainc-Fipe ← Voltar ao blog
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Seu cliente escolhe o apartamento e vê a vista real da janela dele.

Maquetes inteligentes para construtoras e incorporadoras: modelo navegável no entorno real, vista do andar, sol por data e hora e cada unidade marcada no prédio, na tela do stand.